Latim e Direito Constitucional

Pode a filosofia ser intrinsecamente cristã, sem deixar de ser intrinsecamente racional?  Para M. Blondel, a filosofia só é autenticamente uma filosofia se for intrinsecamente cristã, no sentido de que toda filosofia autenticamente racional, isto e, que vai até o fim das exigências da razão, comporta uma necessidade de acabamento  -  que ela, aliás, é incapaz de definir concretamente  - certa insuficiência certa incompletude, certo vazio que somente a revelação cristã é capaz de preencher. Se se der ao advérbio “intrinsecamente” o sentido preciso e pleno que deseja M. Blondel dificilmente se evitará certo risco de fideísmo, isto é, o risco de supor que as verdades racionais não podem ser estabelecidas validamente, não podem adquirir consistência e certeza, sem o concurso da Revelação. O conceito de filosofia cristã, neste caso, tornar-se-ia contraditório.

História da filosofia

A reforma socrática atingiu os alicerces da filosofia. A doutrina do conceito determina para sempre o verdadeiro objeto da ciência, a indução dialética reforma o método filosófico; a ética une pela primeira vez e com laços indissolúveis a ciência dos costumes à filosofia especulativa. Não é de admirar que um homem já  aureolado pela austera grandeza moral de sua vida, tenha, pela novidade de suas ideias, exercido sobre os contemporâneos tamanha influência.

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