Latim e Direito Constitucional

Colocado diante de um fenômeno da natureza (uma trovoada com seus relâmpagos, um incêndio na mata ou uma seca...), o homem experimenta surpresa e admiração. Espontaneamente ele procura saber a causa desse fenômeno surpreendente. Ele o faz primeiramente mediante a observação atenta da natureza, e assim descobre as causas imediatas dos fenômenos que o cercam, dando início ao que nós chamarmos as ciências experimentais: a física, a química, a biologia...

Mas o desejo de saber não para aí... Ainda espontaneamente, o homem pergunta a si mesmo: E donde vêm as forças da natureza que causam os trovões, os raios, o calor, o frio? Quais são as causas dessas causas? E qual é a causa última de todas as causas?

É esse desejo de saber não apenas enumerando fenômenos, mas procurando compreendê-Los e explicá-los pelas suas causas mais remotas, que nós chamamos filosofia.

História da filosofia

Platão é o socrático por excelência. Querendo fazer obra de rei no domínio da inteligência, esforça-se por reunir na poderosa unidade de um sistema original todos os pensamentos que os filósofos gregos, seus antecessores, dispersaram. Com ele a filosofia torna-se senhora de si mesma. Mas a obra que tentou, e que a reforma socrática tornara possível, infelizmente ainda fica imperfeita, irregular, incompleta, inacabada e deficiente.   

A inteligência, sob o impulso do seu gênio  magnífico e temerário, voa alto e rápido demais, e não consegue garantir definitivamente  a conquista do real.

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