Latim e Direito Constitucional

“Há em todo o homem um desejo natural de conhecer as causas daquilo que percebe. É, portanto, em consequência da admiração sentida em face dos objetos, mas cujas causas lhe permanecem escondidas, que o homem se põe a filosofar. Uma vez descobertas as causas, seu espírito se tranquiliza. Mas a busca não cessa até que tenha chegado à primeira causa,  porque só quando esta é conhecida é que o homem julga conhecer de maneira perfeita” (Tomás de Aquino, Suma conta os Gentios III, c 25).

História da filosofia

Platão sabe, como Parmênides, que o metafísico deve contemplar, nas coisas, o próprio ser. Mas não absorve tudo aquilo que é, na unidade do Ser imutável e absoluto; reconhece que há graus no ser. E sobre isto descobre grandes verdades metafísicas, compreende que se há coisas mais ou menos perfeitas, mais ou menos belas e boas, mais ou menos dignas de amor, coisas em que a bondade se encontra de certo modo misturada, e que “participam” da bondade, como se diz em filosofia, é preciso necessariamente haver um ser em que a bondade, a beleza, a perfeição estejam em estado puro e que seja a razão da beleza e da bondade de tudo o mais. Platão sobe desse modo até o verdadeiro Deus, transcendente e distinto do mundo, que lhe aparece como a própria Bondade, o Bem absoluto, o Bem em pessoa, se assim se puder dizer.

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