Latim e Direito Constitucional

Todo ser humano é um pouco filósofo. Mesmo o cientista, que cultiva a área do saber próximo ou imediato, sente necessidade de explicações mais amplas ou globais ou do que se chama uma cosmovisão, uma visão que abranja o universo inteiro e explique o valor ou o sentido de cada coisa existente.

Quando mais não seja, todo homem é, para si mesmo, uma interrogação... Interrogação da qual ele não pode fugir e para a qual ele tende a procurar uma resposta, se ele quer dar um sentido à sua vida a orientar seus passos no conjunto dos demais seres. Diz muito sabiamente o pensador francês Luís Veuillot (1813-1883):

“A questão de sempre é a de saber se o homem deve nascer, viver, unir-se, morrer, receber, transmitir e deixar  a vida como uma criatura de Deus, a Deus destinada, ou como uma larva aperfeiçoada, oriunda unicamente das fermentações do lodo da terra”.

Com outras palavras, pergunta-se: a vida humana será apenas a afirmação de um instante entre dois silêncios? Os homens não passam de candidatos a cadáveres? São apenas futuros defuntos? Antes: nada... Depois: nada?

História da filosofia

É indispensável a resposta a tais perguntas, se alguém não quer viver ao léu ou sem rumo.   

Platão conclui que existe um mundo suprassensível uma multidão de Modelos imateriais ou de arquétipos, imutáveis e eternos, o Homem em geral ou o homem sim si.

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