Latim e Direito Constitucional

Superioridade da evidência racional

A evidência racional (a dos primeiros princípios) não contém obscuridade alguma, pois é independente de toda matéria e é de uma simplicidade absoluta. Ora, toda certeza filosófica deve poder reduzir-se à evidencia dos primeiros princípios ou do ser inteligível, isto é, deve aparecer como exigência do ser inteligível e de suas leis universais. Inversamente, todo ser filosófico implica numa negação das leis universais do ser: será, por conseguinte, sempre do tipo “o que é, não é” ou “o que não é, e”.

Do outro lado, a evidência empírica (ou sensível) é sempre imperfeita, por causa do seu objeto e por causa dos órgãos dos sentidos. De fato o sensível é essencialmente móvel e, como tal, difícil de apreender. A ciência, para apropriar-se dele, o imobiliza, reduz o movimento à extensão, a qualidade à quantidade; procede por cortes no real sensível; isola os objetos, constrói um método de fragmentação. A imperfeição dos resultados científicos procede, em parte, daí. É necessário, ainda, contar com a insuficiência dos órgãos dos sentidos, não adaptados a um conhecimento minucioso do real sensível. Sem dúvida, os órgãos dos sentidos se veem cada vez mais aperfeiçoados pelo emprego dos instrumentos científicos. Mas isso apenas reduz, não suprime sua imperfeição natural.

História da filosofia

Aristóteles refutou com veemência o idealismo platônico e mostrou a impossibilidade de um sistema que põe fora das coisas as substâncias destas mesmas coisas.

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