Latim e Direito Constitucional

A filosofia como ciência e técnica I

Todos os homens, por causa de sua natureza intelectual, têm a impressão de possuir a capacidade radical de julgar em matéria inteligível. Apoia-se esse sentimento sobre a realidade primordial de uma razão que exerce, por natureza, a função de perceber o ser e as leis universais do ser. Desde que exerce sua função, a inteligência se acha levada espontaneamente ao plano do inteligível.

Daí vem a  que a certeza filosófica a respeito dos pontos fundamentais da ordem inteligível se encontre ao pouco ligada à cultura técnica da inteligência. Assim acontece com as noções transcendentais (ser, verdade, bem e belo); com os primeiros princípios da ordem especulativa e prática; com a própria existência de Deus, apreendida com certa espontaneidade (por meio de um raciocínio implícito) no ser dado à experiência;  em resumo, com tudo o que  foi definido como evidência imediata do senso comum.

Essas certezas espontâneas, porem, exprimem-se frequentemente em formas muito imperfeitas;

História da filosofia

Há nas coisas um elemento inteligível e imaterial  -  chamado “forma” por Aristóteles  -  em virtude do qual elas têm esta ou aquela natureza ou essência. Este princípio, porém, não se acha separado das coisas, está nas próprias coisas, entra na constituição de sua substância. Por conseguinte, as coisas individuais, mutáveis e perecíveis, deixam de ser sombras ilusórias: são a realidade.

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